A ARTE DA VIDA

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

RETALHOS DO PARÁ -UMA AVENTURA

Conhecer o Pará meu estado querido, sempre foi um desafio, que a partir deste final de semana começamos a por em prática!Eu e o meu companheiro, Augusto.


Tenho ultimamente buscado alternativas para um estado depressivo, ainda suave, mas que me deixa absolutamente frustrada, considerando a pessoa ativa que sou a maior parte do tempo.
Não deixá-la me dominar, reagir a ela, buscar formas de me dar prazer é o antídoto que uso contra ela.


Então vamos ao meu mais novo projeto, conhecer o  Pará, seus 144 municípios,  no ano de 2011. Se considerarmos que temos no ano aproximadamente  48 semanas, precisarei conhecer a cada final de semana 3 municípios e neles fotografar o que achei de mais interessante e um pouco de pesquisa sobre cada um deles!


Retalhos- porque são partes desta realidade chamada estado e porque amo tecidos, então os vejo como partes de uma grande colcha de retalhos..Uma aventura pois não sei ainda como viabilizarei a chegada aos municípios mais  distantes, mas estou de partida.


E vamos lá amigos, me acompanhar nesta aventura.



O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km², pouco maior que Angola, dividido em 144 municípios (com a criação de Mojuí dos Campos), está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a nordeste, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste.
O estado é o mais populoso da região norte, contando com uma população de 7.321.493 habitantes. Sua capital, Belém, reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões habitantes, sendo a maior população metropolitana da região Norte.[5]Outras cidades importantes do estado são, Abaetetuba, Altamira, Ananindeua,Barcarena, Castanhal, Itaituba, Marabá, Parauapebas,Redenção, Santarém e Tucuruí. O relevo é baixo e plano; 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás, Caximbo e Acari.
Os rios principais são, rio Amazonas, rio Tapajós, rio Tocantins, rio Xingu, rio Jari e rio Pará.


O Estado esta dividido em 12 regiões de integração, para facilitar a governabilidade dos serviços públicos estaduais, como a seguir:

Nível 01 
01. Região Metropolitana (5 municípios)
02. Região Guamá (18 municípios)
03. Região Caeté (15 municípios) 
Nível 02 
04. Região Araguaia (15 municípios)
05. Região Carajás (12 municípios)
06. Região Tocantins (11 municípios)
07. Região Baixo Amazonas (12 municípios) 
Nível 03 
08. Região Lago de Tucuruí (7 municípios)
09. Região Rio Capim (16 municípios)
10. Região Xingu (11 municípios) 
Nível 04 
11. Região Marajó (15 municípios)
12. Região Tapajós (6 municípios) 

Decidimos começar aleatoriamente  pela Região Guamá, a mais próxima da Região Metropolitana de Belém, onde moramos visitando os  municípios de Terra Alta, Curuça e Marapanim.
Todos esses municípios são ligados a Castanhal- Muncípio pólo da região, através de  Rodovias Estaduais  asfaltadas. 


Para chegar lá saimos de Belém pela BR-316 até a cidade de Castanhal e seguimos pela PA-136.


Antes de chegarmos a Castanhal, passamos pelos Municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Izabel.


Paramos em Benevides, inicialmente na floricultura da MIKa, uma japonesinha elétrica, que tem coisas lindas em sua floricultura e logo em seguida fomos para o  café da manhã na Doceria Sta Lúcia, de onde seguimos para Castanhal e os municípios  que visitamos, sempre com muita chuva, como é peculiar neste período no Pará.







TERRA ALTA  
Município com apenas 20 anos de criação, tem uma população de 10.000 habitantes.
É uma cidade privilegiada por seus igarapés de água mineral.É um verdadeiro paraíso para quem quer sair do sufoco da cidade e buscar tranquilidade. Terra Alta é um ótimo refugio para os que curtem a natureza!
Sua economia é voltada para a prestação de serviços e produção agrícola, comercializada com o município pólo da região - Castanhal, do qual dista 40 Km.



CURUÇA
Quanto a real fundação, a cidade de Curuçá em decorrência da Provisão Regia de 23 de setembro de 1652 foi  sancionada pelo então Rei de Portugal D. João IV, isto em pleno  século XVII, portanto a quase 370 anos. 

A 28 de maio de 1653, os padres jesuítas Mateus Delgado e Manoel de Souza receberam como missão do padre Antonio Vieira a incumbência de levarem a cruz, a fé e o evangelho às já existentes 135 aldeias catalogadas pelo bispado do Pará, entre as quais se incluia a aldeia de Curuçá.


Vale ressaltar que a principio a povoação localizou-se no Abade, depois que fora transferida para o local onde atualmente se encontra a cidade, isto é para que ficasse mais protegida a aldeia contra as investidas dos colonos que seqüestravam os indios da aldeia passando por cima da autoridade dos missionários que administravam a missão.


Sua elevação à categoria de vila deu-se em 1757, por Dom Francisco Xavier de Mendonca Furtado (Governador e Capitão General do Pará, e irmão do Marques de Pombal) no dia 03 de Julho do mesmo ano com o nome de Vila Nova de El Rey, por sua Excelência Desembargador Ouvidor Geral; E foi extinta em 1833 e restabelecida somente em 1850 através da Resolução Governamental n°167 de 21 de novembro daquele ano, com o primitivo nome de Vila de Curuçá. 


A Vila de Curuçá só foi emancipada politicamente com a elevação à categoria de cidade pela Lei n° 236 de 14 de maio de 1895, ato do então Governador Dr. Lauro Benjamim Sodré, esta foi a primeira grande conquista de Curuçá.



A segunda maior conquista do Município de Curuçá, nos últimos tempos foi a criação da Reserva Extrativista Marinha “Mãe Grande” (a fim de conscientizar a população a preservar o manguezal e as especies habitantes do mesmo) por ato do Governo Federal, pelo Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso.

A base econômica do estado esta assentada na pesca e na agricultura.
O extrativismo de pescado e frutos do mar é a principal atividade econômica do município de Curuçá, a pesca artesanal é responsável pela captura de toneladas de peixes de varias espécies, que além de garantir o próprio consumo, Curuçá ainda ajuda a abastecer outras cidades do nordeste paraense e feiras livres de Belém.

A vila de São João do Abade, esta entre os importantes terminais pesqueiros do estado, aqui funciona uma das principais Indústrias de pescado do Pará, a empresa exporta peixes beneficiados para a Europa e os Estados Unidos da América.

Curuçá também figura como um dos principais produtores de mariscos e frutos do mar, do município saem diariamente toneladas de carangueijo e mexilhão.

Aqui se encontram uma espace exótica de mexilhão que da na areia, o sururu, o turú e ostra, alimentos afrodisíacas que são encontrados no mangue.

Este setor atender a população no mercado municipal, o pescado também através da indústria é exportado para algumas cidades do Pará, como a capital Belém, castanhal e ainda para outros paises como os Estados Unidos da América e regiões européias.

O município de Curuçá, através do pescado e a indústria pesqueira em crescimento, emprega uma parte considerável da população.

Hoje o Município tem uma população de 30.000 habitantes.
                                                  Praça Bosque no centro de Curuça
                                               Prefeitura Muniiipal de Curuça
                                              Quiosque na praça de Curuça
                                                     Vista da Cidade e da Igreja Matriz 
                                    Área de Preservação Ambiental do Município
                                                          Igreja Matriz do Séc XIX
                                                        Ruínas do Primeiro Trapiche-1953



MARAPANIM
O território do município, localizado na zona fisiográfica do Salgado, pertencera, remotamente, à fazenda Bom Intento, fundada pelos Jesuítas em fins do século XVIII.

Com  uma estória intensa  de integração e desmembramento de municípios como Curuça, Vigia e São caetano de Odivelas, obteve finalmente foros de Cidade em 1895. Em 1931 foi novamente desmembrado de  Curuça.

Em divisão territorial datada de final de 1988, o município aparece constituído de 4 distritos: Marapamin, Marudá, Matapiquara e Monte Alegre do Maú.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.



                                              Pórtico de entrada do Município de Marapanim
                                                             Igreja Matriz de Marapanim
                                                           Salão anexo a Igreja Matriz
                                                              Orla Marítima de Marapanim
                                               Ruínas de prédios históricos de Marapanim
                                                           Casarios do Sec.XIX
                                                        Prefeitura Municipal de Marapanim
                                                         MARUDA -Distrito de Marapanim

                                                           Vista para o mar - Oceano Atlântico-Marudá
                                                        Pousada Toa Toa em Marudá
                                                              Detalhes da Pousada
                                                  Casa modernas no Distrito de Marudá
                                          Vista das barraquinhas na orla do Distrito de Marudá
                                                                     Orla Marítima de Marudá





domingo, 30 de janeiro de 2011

O MARAVILHOSO MUNDO DAS MENINAS



                                                                          O maravilhoso livro das meninas 
                                                                                                                          Rosemary Davidson e Sarah Vine
Uma jornada divertida aos tempos em que as garotas não tinham pressa de crescer. Um almanaque em espírito “retrô” todo recheado de típicas “coisas de menina”: dicas para customizar roupas, projetos de artesanato, truques de culinária básica, jogos e brincadeiras, lições de maquiagem, regras de etiqueta. A obra transporta garotas de todas as idades para a inocência da época das “prendas domésticas”. Para um período em que todo um legado de saberes e fazeres era transmitido de avó para mãe e de mãe para filha, no aconchego da convivência feminina.

O livro é um sedutor convite para a garotada contemporânea pisar no freio do amadurecimento precoce e do consumismo. As autoras apresentam, para as novas gerações, prazeres simples como mexer na terra para cultivar um jardim, costurar uma bolsa, fazer perfume caseiro, receber amigas para um chá, jogar amarelinha e uma infinidade de outras formas deliciosamente úteis de preencher o tempo.

Além de estimular as habilidades, a obra também cultiva o espírito. Traz uma série de perfis de grandes mulheres da história, conta alguns dos mais inesquecíveis casos de amor de todos os tempos e sugere uma imperdível lista de livros e filmes que agradam em cheio à alma feminina.


Pesquisando na internet encontrei um pequeno demo deste livro, que me interessou. Como só tinham as primeiras páginas, resolvi procurar e achei-o no SUBMARINO! Já comprei e agora vou esperar a entrega!


Nota Técnica
Título: O maravilhoso livro das meninas
Autor: Rosemary Davidson e Sarah Vine
Editora: Globo
Genero: Interesse Geral
Tradutor: Rosemarie Ziegelmaier
Páginas: 304
Formato: 18,9X24,6
ISBN: 9788525044976
Preço: R$ 49,90






sábado, 29 de janeiro de 2011

SÁBADO DEDICADO AO DIVINO

Hoje senti muita vontade de juntar meus tecidos, fitas , linhas, flores e criar uns esplendedores do Divino.


Já algum tempo, queria muito criar umas peças com o Divino e não tinha encontrado tempo, nem inspiração e nem os Divinos.


Esta semana encontrei bem aqui pertinho de casa alguns Divinos e assim passei o sábado todo pesquisando uns modelitos básicos e me decidi fazê-los reciclando CD e utilizando fuxicos e fitas!


Antes de mostra-los  vamos  ver  um pouquinho do significado do Divino Espírito Santo, nossa inspiração:
O Divino Espírito Santo é representado por uma pomba (sinônimo de mensageiro) e possuidor de sete dons (Sabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus). Daí, quase sempre, a pomba que o representa possuir sete raias ou sete fitas. Hoje são representadas por inúmeras delas, pois uma pessoa pode acrescentar outras em pagamento a uma promessa.



Oração do Divino

Senhor, vem dar-nos SABEDORIA,
que faz ter tudo como Deus quis.
Dá-nos, Senhor, o ENTENDIMENTO,
que tudo ajuda a compreender.
Senhor, vem dar-nos divina CIÊNCIA,
que como o Eterno faz ver sem véus.
Dá-nos, Senhor, o teu CONSELHO,
que nos faz sábios para guiar.
Senhor, vem dar-nos a FORTALEZA,
a santa força do coração.
Dá-nos, Senhor, filial PIEDADE,
a doce força de amar.
Dá-nos, enfim, TEMOR sublime
de não amá-lo como convém.


Cada um dos SETE DONS do Divino tem sua cor característica:









Bem agora vamos aos Divinos  que criei este sábado:









quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SOMOS LINHAS OU AGULHAS?Para refletir




Hoje trago uma reflexão que nasceu do encontro de meu grupo de " Pathwork-Caminho para o Auto-conhecimento"! Que papel estamos desempenhando na vida? Linhas ou agulhas, ou alfinetes... Sugerido pelo meu amigo Raimundo Moraes, transcrevo o Conto: Um apólogo de Machado de Assis.
Assim podemos juntar literatura e o universo das bordadeiras, com suas linhas, agulhas, alfinetes, tecidos e mãos maravilhosas e criar uma nova oportunidade de reflexão simbólica!

Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

HOMENAGEM A SAMARIQUINHA - UMA JOVEM BORDADEIRA POÉTICA



Estou devendo a Micheline, esta foto: EU USO SAMARIQUINHA!

Conheço esta linda moça do flickr e me apaixonei por seus trabalhos e hoje,  também por ela como pessoa!

Olhem como ela trabalha!


                   Quando a inspiração é Vinicius de Moraes...





"Para começar um novo trabalho eu não me cerco somente dos tecidos e aviamentos. Procuro rodear-me de beleza, ambiente com flores, música boa, um cheirinho gostoso de incenso ou difusor, a companhia dos meus cachorros e a estante de livros do atelier sempre ali, pronta para me presentear com alguma inspiração. Livros que me sorriem desde a época da faculdade, onde os sebos começaram a me fascinar.

Quando a inspiração de uma peça é uma letra ou poesia de Vinicius de Moraes, por exemplo, eu deixo Vinicius cantar para mim. Também abro alguns de seus livros e leio em voz alta, como se quisesse preencher o ambiente de amor, pois não dá para falar do velho Vinicius sem pensar em amor, respirar amor...Trabalhar com amor!"

Ela é sensível, suave, amorosa e super criativa!

Parabéns, jovem bordadeira poética!









LITERATURA DE MULHERZINHA



Hoje pesquisando um blog muito especial denominado bibliolatras achei ótimas referências de literatura em geral  e em particular,  fui atrás de uma postagem sobre uma taxonomia da literatura feminina que não conhecia ( ainda que conheça algumas publicações deste gênero) denominada Chick Lit.

O que é Chick Lit?

Uma literatura voltada para o sexo feminino e conhecida vulgarmente como "Literatura de Mulherzinha".

Entre as publicações deste gênero estão os livros acima,  que ilustram esta postagem e retirado do site de Julianna Steffens. O interessante são as sub-categorias deste gênero de publicação, que vão desde as publicações de jovens mães, a executivas descoladas, mulheres  misteriosas,  glamurosas e outras mais.

Enfim,  para o meu entendimento, o gênero é constituído por obras  literárias suaves, bem humoradas, que mostram as diversas facetas das mulheres da nova geração, que não tem medo de expor suas fragilidades, e nem da crítica sobre elas,  e mesmo assim sentem-se empodeiradas pelo que são!

Gostei muito  dos dois sites e recomendo!











segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O BORDADO E A GENEALOGIA FEMININA

Obra de Jacirema Cleia Ferreira - Minhas Árvores


A genealogia é uma ciência auxiliar da história que estuda a origem, evolução e disseminação das famílias e respectivos sobrenomes, ou apelidos (sobrenomes derivados de alcunha).

Segundo a escritora Lélia Almeida* ( lelialme@yahoo.com.br)a genealogia feminina têm sido tema recorrente na literatura de autoria feminina. Textos de Margaret Atwood, Laura Esquivel, Lya Luft e Rachel Jardim trazem a público uma maneira própria de interpretar essa tendência: a representação das mães e filhas, dentro de um corpus ficcional onde essa relação se apresenta sempre de forma complexa e particular.

Lélia em seu texto Genealogias femininas em O penhoar chinês de Rachel Jardim, analisa as várias interfaces do bordar e narrar como transcrevo a seguir:

"1 TECER E NARRAR: O QUE TECEM AS FILHAS DE PENÉLOPE?
O texto de Rachel Jardim, dividido claramente em três partes, trata de um diálogo entre uma mãe e uma filha que se dá depois da morte da mãe que deixa para a filha, como uma espécie de herança, de legado, uma carta, que constitui a parte central, o miolo do texto.

A narrativa inicia com uma reflexão sobre o tempo, que aparece como tendo o mesmo significado do tecido gasto do bordado no bastidor. Assim, recuperar o tempo e retomar o bordado situam-se na mesma ordem de significado de resgatar a memória:

[...] O tempo o que é? [...] Tento recompor este tecido gasto trabalhando com a agulha mais fina para não ferir demais as fibras envelhecidas, Ajeito os óculos com mãos meticulosas, e me lembro de que, quando pegava o bastidor e sentava no sofá do lado oposto de minha mãe, o risco logo surgia nítido diante dos meus olhos, um traçado azul, mapa da viagem a ser iniciada. O tempo emprega os seus pequenos instrumentos de tortura, com os quais nos fere sem grandeza. A enlouquecida teimosia que me levou a retomar esse bordado quase impossível de ser recuperado é a mesma que me atirava na infância as empreitadas mais absurdas, pelo gosto de desafiar a ordem das coisas, a tirania das tramas secretas que conduziam nosso destino. (p.3)1

Essa imagem inicial, a de uma mulher que borda, leva-nos a algumas reflexões que situam o romance de Rachel Jardim numa tradição de textos de autoria feminina e a uma concepção do tempo típica desses textos.

São vários os romances de autoria feminina que usam e abusam do procedimento da construção da trama relacionada à confecção de uma colcha, uma manta, um patchwork ou de um penhoar, como no caso de Rachel Jardim. Vemos presente, ativa, a figura arquetípica de Penélope que, entre nós, encarna o mito e o ideal feminino da mulher que espera e que, enquanto espera, tece e borda.

No mito grego, no entanto, Penélope espera a volta de Ulisses, o herói conquistador que se perdeu por horizontes longínquos e tarda em voltar. Mas Penélope não tece para se distrair. Tece com o pretexto de enganar seus pretendentes, que, certos da morte de Ulisses, a pressionam contrair novas bodas. Ela decide então começar a bordar um tapete e só ao término do trabalho fará sua escolha, a escolha do pretendente. A estratégia de Penélope, como sabemos, era outra. O que ela tecia durante o dia, desfazia durante a noite, adiando indefinidamente o término do trabalho e a escolha do novo consorte. Mas Penélope esperava por Ulisses, sabia de intuição profunda que o marido, não só não havia morrido como haveria de voltar, e então sua longa espera seria recompensada e sua paciência estaria francamente justificada.

Esta é uma das mais claras e populares imagens de feminilidade, a da mulher que espera um consorte, um amor, espera seu amor, seu consorte e que, enquanto espera, pacientemente, borda, tece, junta os fios e as cores.

Um dos procedimentos recorrentes entre as autoras dos anos 70 e 80 do século passado é a releitura ou reiterpretação de mitos ou arquétipos femininos criados pela cultura patriarcal e que cristalizaram determinadas imagens femininas como estereótipos. O mito de Penélope, ícone indiscutível e adorado da cultura patriarcal, quer-nos fazer acreditar que o destino das mulheres é esperar por seus homens, e esperar pacientemente, o que as dignifica sobremaneira. E, além de esperar pacientemente, Penélope tece, como abelha industriosa, distraindo-se produtivamente, enquanto tece. É este um dos tantos mandatos patriarcais sobre algumas condutas femininas ao longo da história do mundo: às mulheres cabe esperar pacientemente, labutar produtivamente e enquadrar-se passivamente à imagem do peito que acolhe o descanso do guerreiro.

Quando algumas autoras retomam e reescrevem alguns mitos ou reiterpretam alguns personagens literários, a história que nos é contada começa por mostrar a possibilidade de novas imagens de mulheres, correspondentes às novas condutas."


E de forma extraordinária ela cita mulheres, suas obras e estórias envolvendo a arte de tecer e bordar:

Entre a literatura feminina, destacada por ela , que mais me interessou listo a seguir e uma pequena sinopse dos livros:
SENTINELA -Lya Luft-"Às vésperas da inauguração de uma empresa chamada Penélope e num momento de vida em que faz balanços e organiza contabilidades, a protagonista Nora apresenta-se assim:é a sensação de ter voltado para casa, fechado um ciclo, concluido uma fase importante de uma complicada tapeçaria.

COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE-Laura Esquivel- Tita a protagonista para proteger-se da culpa e da angústia que sente por desejar o noivo da irmã,decide começar a tecer uma colcha que a obrigasse do frio e da solidão.Vejam o filme é excelente!

VULGO,GRACE-Margaret Atwood- O próprio sumário do romance de quinze capítulos, corresponde a quinze nomes de traçados de bordados típicos dos patchworks americanos e canadenses.Cada traçado conta uma história, tem uma concepção, quase sempre ligada a interpretações de fundo religioso ou moralista, para a boa educação feminina que, assim, bordando, vai cultivando o espírito. Exemplos de nomes desses padrões de bordados são Estrada de Pedras, Senhora do Lago, O Templo de Salomão, A Caixa de Pandora, A Letra X ou A Árvore do Paraíso, só para citar alguns. Cada um conta uma história representada, de forma padrão, no risco dos bordados e colchas que eram muito populares entre as moças da época e cada uma delas devia bordar a própria colcha, peça fundamental de seu enxoval.


Para cada obra destas incríveis autoras da  história da genealogia feminina é a história dos cuidados com os outros sem que as mulheres praticamente encontrem no mapa de suas próprias vidas um modelo,uma figura de autoridade feminina, que possa conferi-lhes valor e importância.

Com grande profundida Adriana Lunard, faz uma reflexão sobre a história das grandes escritoras femininas e de sua própria história de vida.

VESPERAS- Adriana Lunard- Vésperas é uma homenagem a grandes escritoras, transformadas em personagens e retratadas na sua solidão, ambigüidades, paixões e angústias. A idéia de morte, sob diferentes focos, perpassa o livro, escrito como uma prosa poética. São nove histórias, cada uma delas envolve uma personalidade da literatura: Virginia Woolf, Dorothy Parker, Ana Cristina César, Colette, Clarice Lispector, Katherine Mansfield, Sylvia Plath, Zelda Fitzgerald e Júlia da Costa. Adriana Lunardi valeu-se de detalhes biográficos dessas mulheres, combinou-os com a sua ficção e, nos contos sobre Woolf, Parker, Colette, Mansfield e da Costa, intui e descreve os últimos dias e momentos de suas vidas.


No Penhorar Chines-de Rachel Jardim, livro comentado por mim, no penúltimo tópico, achei nas primeiras páginas, estas preciosas indicações de literatura feitas por mulheres!Já providenciei a aquisição dos livros acima indicados!




PENHOAR CHINES - A GENEALOGIA FEMININA


Amizades são as relações mais ricas de uma existência!

Na minha por exemplo elas sempre foram muito importantes, e tenho observado que suprem-me da necessária intimidade, que pelas contingências da vida, não tive com  meus entes mais queridos: minha mãe Lygia e irmãs: Kênia e Kelly, já falecida!

Desde muito cedo, com apenas quinze anos sai de São Paulo e vim morar em Belém do Pará!Longe de minha mãe e irmãs, tive entretanto, muito amor de minha avó e tias, pois era  a mais velha da terceira geração!Ana Maria, a tia mais nova, da minha idade, mamamos no mesmo peito da avó -mãe, Zenaide;  Fernanda a segunda mãe que me acolheu como tal, quando vim para Belém, suprindo-me das mais urgentes e femininas necessidades; Marília, a tia maluquinha, cheia das idéias e postura libertária; Marina a doce e serena tia, doceira de mão cheia e minha gerente na loja de moda feminina -Katusha-que abri na década de 80 e Maria Augusta a tia mais velha e a própria independência encarnada

No seio desta segunda  família em que as mulheres eram mais expressivas quantitativa e qualitativamente, passei minha adolescência, de onde só sai para me casar com apenas 18 anos!

A partir daí fui construindo meu círculo de relacionamentos, de muita amizade, com quem tive a oportunidade de estreitar meus laços: Fatima Barreiro (hoje  médica) e Fátima (jornalista) colegas e amigas do Colégio Santa Catarina;  Marlene e Ivone Abdelnor, irmãs,  e Lisieux, colegas e amigas do Colégio Santo Antônio; Marli Azevedo  e Carmem do Colégio Paes de Carvalho; Cleomarina, querida amiga, que me acompanha desde os cuidados com a primeira filha (Alessandra)  e Bazinha da Faculdade de Economia; Avelina Hesketh, minha querida cumadre, responsável pela minha decisão de parir a 4ª filha e colega da pós -graduação; Lucia Penedo minha amiga irmã da Associação de Mulheres de Negócios; Eliana Titan e Áurea Heliete amigas da CODEM; Carmem Pereira da Prodepa; Zenaide Marques, Rosa Campos, Carmem Andrade , amigas queridas de profissão e da vida; e ultimamente, um amoroso círculo de amizades da internet , nas quais se incluem a querida irmã -Gláucia Goés do Espírito Santo; Eliana (Malatri) de São Paulo; Desirée ( Curitiba)  e Rosa Helena- a Rosaestilosa, que me inspirou a escrever este texto!

Nos conhecemos a aproximadamente um ano, através do flickr e gostei dela assim de pronto! Mulher inteligente, sensível e amorosa, logo me cativou e com ela  tenho feito descobertas incríveis, que vão desde as técnicas de artesanato (patchwork), a literatura, ao bordado e a expectativa de uma aposentadoria, por tantos anos servindo a sociedade, que agora queremos servir a nós mesmas, naquilo que muito apreciamos: as artes!

Temos aprofundado em tão pouco tempo nossos interesses comuns ...e nossa leitura da vida... e como tem sido bom, passarmos os poucos minutos que passamos juntas, trocando estas impressões!

Através dela, li o livro Tenda Vermelha, que me fez compreender como na história da humanidade, as mulheres ocupam um lugar à sombra. Este papel até na Bíblia, livro que vai até o tempo mais antigo dos registros sistematizados do Homem, as mulheres ficam a sombra e então ficamos privados até hoje de sua sensibilidade na descrição dos acontecimentos! Numa narrativa envolvente, Anita Diamant resgata esse olhar feminino e dá vida as personagens bíblicas, recriando o ambiente em que viveram  seu cotidiano, suas provações e suas paixões. Dinah, filha de Jacó e Lia é a figura central da trama, que começa com a história das quatro esposas de Jacó a quem ela chama de "mães": Lia, Raquel, Zilah e Bilah. O amor delas e o legado que lhe transmitem servem de apoio durante a fase de trabalho duro da juventude, no ofício de parteira e na vida nova em uma terra estrangeira. À medida que cresce, Dinah observa tudo  o que se passa no deserto- as conquistas, a rivalidade entre os irmãos, a sensualidade intuída, a aspereza do relacionamento entre os homens, a complexidade dos sentimentos das mulheres, a construção de um povo descrita a partir da saga de um núcleo familiar. De expectadora , ela passa a protagonista,e são seus amores, medos, descobertas e perdas que vão sendo na narrados no cenário mais amplo de um mundo bíblico de caravanas, pastores, agricultores, príncipes , escravos e artesãos. O livro é muito, muito bom, não deixem de ler!

Ainda através dela conheci a Jacirema, a querida Jaci, psicóloga, psicoterapeuta e artista de mão cheia na arte de bordar, que virá a Belém, de 14 a 18 de março, para um whorshop denominando Bordando Memórias.Através de riscos de mandala, ela iniciará ou aperfeiçoará as interessadas em aprender a bordar, ao mesmo tempo que criará um espaço de silêncio interior,  para que através do bordado, a arte da vida de cada uma  seja registrada.


E agora por indicação da Jaci, me remete ao mundo do livro : O penhoar chinês, um dos de Rachel Jardim, que nos remete a uma história de filha, que através de um bordado de sua mãe, tece os contornos de uma trajetória crítica e reflexiva sobre os problemas, sociais , filosóficos e  existenciais, até os mais corriqueiros, pela ótica feminina.

O bordado na literatura feminina, que comentarei no próximo post , parece querer retomar o modelo feminino e demonstrar que a mulher possui muitos instrumentos, para a seu modo, transformar o mundo!



Obrigada querida Rosa, por tanta coisa boa, que em tão pouco tempo, conseguimos compartilhar!




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

WORKSHOP BORDANDO MEMÓRIAS

Bordando Memórias


Queridas(os) amigas(os),

Começo o Ano aventurando-me por um caminho que me da muita alegria e satisfação: o artesanato... a arte de bordar...!

Em março, mais precisamente no período de 14 a 17 estou coordenando um whorkshop muito especial :“ BORDANDO MEMÓRIAS”, com a psicóloga e artesã Jaci Ferreira, que virá de São Paulo, exclusivamente para este evento, no qual iniciará as participantes que querem aprender a bordar e aperfeiçoará aquelas que gostariam de avançar em sua prática, nesta arte!

Este trabalho desenvolvido por Jaci em vários cantos do país, vem oportunamente, quando precisamos após as festas de final e início do ano, que se estendem até o carnaval, nos centrar para os desafios do ano que a pouco começou! De uma forma sensível e aberta as necessidades de cada aluna, Jaci coordena seus trabalhos, permitindo que o silêncio interior de cada uma de suas alunas, se faça presente e se reproduza numa corrente de memórias, em fios, formas e cores, que retratam a dimensão de cada história de vida!

Para ilustrar a trajetória da profissional Jaci e sua proposta de trabalho, vejam o vídeo e o folder anexos!



Como são pouquíssimas vagas -12 para iniciantes e 08 para avançado, solicitamos o preenchimento da ficha e pagamento da inscrição anexada, pois não faremos reserva de inscrições!

A ficha de inscrição e o depósito em conta, devem ser informados, para que asseguremos as pouquíssimas vagas disponíveis. Temos disponibilidade também de receber a ficha de inscrição e pagamento no local indicado pela participante!

Queridas (os), conto com vocês para replicarem este e-mail aos seus contatos, pois é uma oportunidade ímpar de auto-conhecimento e arte!


Beijos

Katia Esteves
91-9982-3040/3224-7726
katializ@amazon.com.br
katializ521@gmail.com




domingo, 5 de dezembro de 2010

Encontro Arteiras do Norte


Hoje reunimos as Arteiras do Norte parao nosso 5º Encontro Pai Dégua, e foi realmente muito pai dégua!

A começar pelo ambiente, decorado pela amiga Luna, a presença da Lana- Malatri e de todas as meninas do Grupo


MESA NATALINA E NOSSOS PETISCOS