A ARTE DA VIDA

sábado, 29 de janeiro de 2011

SÁBADO DEDICADO AO DIVINO

Hoje senti muita vontade de juntar meus tecidos, fitas , linhas, flores e criar uns esplendedores do Divino.


Já algum tempo, queria muito criar umas peças com o Divino e não tinha encontrado tempo, nem inspiração e nem os Divinos.


Esta semana encontrei bem aqui pertinho de casa alguns Divinos e assim passei o sábado todo pesquisando uns modelitos básicos e me decidi fazê-los reciclando CD e utilizando fuxicos e fitas!


Antes de mostra-los  vamos  ver  um pouquinho do significado do Divino Espírito Santo, nossa inspiração:
O Divino Espírito Santo é representado por uma pomba (sinônimo de mensageiro) e possuidor de sete dons (Sabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus). Daí, quase sempre, a pomba que o representa possuir sete raias ou sete fitas. Hoje são representadas por inúmeras delas, pois uma pessoa pode acrescentar outras em pagamento a uma promessa.



Oração do Divino

Senhor, vem dar-nos SABEDORIA,
que faz ter tudo como Deus quis.
Dá-nos, Senhor, o ENTENDIMENTO,
que tudo ajuda a compreender.
Senhor, vem dar-nos divina CIÊNCIA,
que como o Eterno faz ver sem véus.
Dá-nos, Senhor, o teu CONSELHO,
que nos faz sábios para guiar.
Senhor, vem dar-nos a FORTALEZA,
a santa força do coração.
Dá-nos, Senhor, filial PIEDADE,
a doce força de amar.
Dá-nos, enfim, TEMOR sublime
de não amá-lo como convém.


Cada um dos SETE DONS do Divino tem sua cor característica:









Bem agora vamos aos Divinos  que criei este sábado:









quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SOMOS LINHAS OU AGULHAS?Para refletir




Hoje trago uma reflexão que nasceu do encontro de meu grupo de " Pathwork-Caminho para o Auto-conhecimento"! Que papel estamos desempenhando na vida? Linhas ou agulhas, ou alfinetes... Sugerido pelo meu amigo Raimundo Moraes, transcrevo o Conto: Um apólogo de Machado de Assis.
Assim podemos juntar literatura e o universo das bordadeiras, com suas linhas, agulhas, alfinetes, tecidos e mãos maravilhosas e criar uma nova oportunidade de reflexão simbólica!

Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

HOMENAGEM A SAMARIQUINHA - UMA JOVEM BORDADEIRA POÉTICA



Estou devendo a Micheline, esta foto: EU USO SAMARIQUINHA!

Conheço esta linda moça do flickr e me apaixonei por seus trabalhos e hoje,  também por ela como pessoa!

Olhem como ela trabalha!


                   Quando a inspiração é Vinicius de Moraes...





"Para começar um novo trabalho eu não me cerco somente dos tecidos e aviamentos. Procuro rodear-me de beleza, ambiente com flores, música boa, um cheirinho gostoso de incenso ou difusor, a companhia dos meus cachorros e a estante de livros do atelier sempre ali, pronta para me presentear com alguma inspiração. Livros que me sorriem desde a época da faculdade, onde os sebos começaram a me fascinar.

Quando a inspiração de uma peça é uma letra ou poesia de Vinicius de Moraes, por exemplo, eu deixo Vinicius cantar para mim. Também abro alguns de seus livros e leio em voz alta, como se quisesse preencher o ambiente de amor, pois não dá para falar do velho Vinicius sem pensar em amor, respirar amor...Trabalhar com amor!"

Ela é sensível, suave, amorosa e super criativa!

Parabéns, jovem bordadeira poética!









LITERATURA DE MULHERZINHA



Hoje pesquisando um blog muito especial denominado bibliolatras achei ótimas referências de literatura em geral  e em particular,  fui atrás de uma postagem sobre uma taxonomia da literatura feminina que não conhecia ( ainda que conheça algumas publicações deste gênero) denominada Chick Lit.

O que é Chick Lit?

Uma literatura voltada para o sexo feminino e conhecida vulgarmente como "Literatura de Mulherzinha".

Entre as publicações deste gênero estão os livros acima,  que ilustram esta postagem e retirado do site de Julianna Steffens. O interessante são as sub-categorias deste gênero de publicação, que vão desde as publicações de jovens mães, a executivas descoladas, mulheres  misteriosas,  glamurosas e outras mais.

Enfim,  para o meu entendimento, o gênero é constituído por obras  literárias suaves, bem humoradas, que mostram as diversas facetas das mulheres da nova geração, que não tem medo de expor suas fragilidades, e nem da crítica sobre elas,  e mesmo assim sentem-se empodeiradas pelo que são!

Gostei muito  dos dois sites e recomendo!











segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O BORDADO E A GENEALOGIA FEMININA

Obra de Jacirema Cleia Ferreira - Minhas Árvores


A genealogia é uma ciência auxiliar da história que estuda a origem, evolução e disseminação das famílias e respectivos sobrenomes, ou apelidos (sobrenomes derivados de alcunha).

Segundo a escritora Lélia Almeida* ( lelialme@yahoo.com.br)a genealogia feminina têm sido tema recorrente na literatura de autoria feminina. Textos de Margaret Atwood, Laura Esquivel, Lya Luft e Rachel Jardim trazem a público uma maneira própria de interpretar essa tendência: a representação das mães e filhas, dentro de um corpus ficcional onde essa relação se apresenta sempre de forma complexa e particular.

Lélia em seu texto Genealogias femininas em O penhoar chinês de Rachel Jardim, analisa as várias interfaces do bordar e narrar como transcrevo a seguir:

"1 TECER E NARRAR: O QUE TECEM AS FILHAS DE PENÉLOPE?
O texto de Rachel Jardim, dividido claramente em três partes, trata de um diálogo entre uma mãe e uma filha que se dá depois da morte da mãe que deixa para a filha, como uma espécie de herança, de legado, uma carta, que constitui a parte central, o miolo do texto.

A narrativa inicia com uma reflexão sobre o tempo, que aparece como tendo o mesmo significado do tecido gasto do bordado no bastidor. Assim, recuperar o tempo e retomar o bordado situam-se na mesma ordem de significado de resgatar a memória:

[...] O tempo o que é? [...] Tento recompor este tecido gasto trabalhando com a agulha mais fina para não ferir demais as fibras envelhecidas, Ajeito os óculos com mãos meticulosas, e me lembro de que, quando pegava o bastidor e sentava no sofá do lado oposto de minha mãe, o risco logo surgia nítido diante dos meus olhos, um traçado azul, mapa da viagem a ser iniciada. O tempo emprega os seus pequenos instrumentos de tortura, com os quais nos fere sem grandeza. A enlouquecida teimosia que me levou a retomar esse bordado quase impossível de ser recuperado é a mesma que me atirava na infância as empreitadas mais absurdas, pelo gosto de desafiar a ordem das coisas, a tirania das tramas secretas que conduziam nosso destino. (p.3)1

Essa imagem inicial, a de uma mulher que borda, leva-nos a algumas reflexões que situam o romance de Rachel Jardim numa tradição de textos de autoria feminina e a uma concepção do tempo típica desses textos.

São vários os romances de autoria feminina que usam e abusam do procedimento da construção da trama relacionada à confecção de uma colcha, uma manta, um patchwork ou de um penhoar, como no caso de Rachel Jardim. Vemos presente, ativa, a figura arquetípica de Penélope que, entre nós, encarna o mito e o ideal feminino da mulher que espera e que, enquanto espera, tece e borda.

No mito grego, no entanto, Penélope espera a volta de Ulisses, o herói conquistador que se perdeu por horizontes longínquos e tarda em voltar. Mas Penélope não tece para se distrair. Tece com o pretexto de enganar seus pretendentes, que, certos da morte de Ulisses, a pressionam contrair novas bodas. Ela decide então começar a bordar um tapete e só ao término do trabalho fará sua escolha, a escolha do pretendente. A estratégia de Penélope, como sabemos, era outra. O que ela tecia durante o dia, desfazia durante a noite, adiando indefinidamente o término do trabalho e a escolha do novo consorte. Mas Penélope esperava por Ulisses, sabia de intuição profunda que o marido, não só não havia morrido como haveria de voltar, e então sua longa espera seria recompensada e sua paciência estaria francamente justificada.

Esta é uma das mais claras e populares imagens de feminilidade, a da mulher que espera um consorte, um amor, espera seu amor, seu consorte e que, enquanto espera, pacientemente, borda, tece, junta os fios e as cores.

Um dos procedimentos recorrentes entre as autoras dos anos 70 e 80 do século passado é a releitura ou reiterpretação de mitos ou arquétipos femininos criados pela cultura patriarcal e que cristalizaram determinadas imagens femininas como estereótipos. O mito de Penélope, ícone indiscutível e adorado da cultura patriarcal, quer-nos fazer acreditar que o destino das mulheres é esperar por seus homens, e esperar pacientemente, o que as dignifica sobremaneira. E, além de esperar pacientemente, Penélope tece, como abelha industriosa, distraindo-se produtivamente, enquanto tece. É este um dos tantos mandatos patriarcais sobre algumas condutas femininas ao longo da história do mundo: às mulheres cabe esperar pacientemente, labutar produtivamente e enquadrar-se passivamente à imagem do peito que acolhe o descanso do guerreiro.

Quando algumas autoras retomam e reescrevem alguns mitos ou reiterpretam alguns personagens literários, a história que nos é contada começa por mostrar a possibilidade de novas imagens de mulheres, correspondentes às novas condutas."


E de forma extraordinária ela cita mulheres, suas obras e estórias envolvendo a arte de tecer e bordar:

Entre a literatura feminina, destacada por ela , que mais me interessou listo a seguir e uma pequena sinopse dos livros:
SENTINELA -Lya Luft-"Às vésperas da inauguração de uma empresa chamada Penélope e num momento de vida em que faz balanços e organiza contabilidades, a protagonista Nora apresenta-se assim:é a sensação de ter voltado para casa, fechado um ciclo, concluido uma fase importante de uma complicada tapeçaria.

COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE-Laura Esquivel- Tita a protagonista para proteger-se da culpa e da angústia que sente por desejar o noivo da irmã,decide começar a tecer uma colcha que a obrigasse do frio e da solidão.Vejam o filme é excelente!

VULGO,GRACE-Margaret Atwood- O próprio sumário do romance de quinze capítulos, corresponde a quinze nomes de traçados de bordados típicos dos patchworks americanos e canadenses.Cada traçado conta uma história, tem uma concepção, quase sempre ligada a interpretações de fundo religioso ou moralista, para a boa educação feminina que, assim, bordando, vai cultivando o espírito. Exemplos de nomes desses padrões de bordados são Estrada de Pedras, Senhora do Lago, O Templo de Salomão, A Caixa de Pandora, A Letra X ou A Árvore do Paraíso, só para citar alguns. Cada um conta uma história representada, de forma padrão, no risco dos bordados e colchas que eram muito populares entre as moças da época e cada uma delas devia bordar a própria colcha, peça fundamental de seu enxoval.


Para cada obra destas incríveis autoras da  história da genealogia feminina é a história dos cuidados com os outros sem que as mulheres praticamente encontrem no mapa de suas próprias vidas um modelo,uma figura de autoridade feminina, que possa conferi-lhes valor e importância.

Com grande profundida Adriana Lunard, faz uma reflexão sobre a história das grandes escritoras femininas e de sua própria história de vida.

VESPERAS- Adriana Lunard- Vésperas é uma homenagem a grandes escritoras, transformadas em personagens e retratadas na sua solidão, ambigüidades, paixões e angústias. A idéia de morte, sob diferentes focos, perpassa o livro, escrito como uma prosa poética. São nove histórias, cada uma delas envolve uma personalidade da literatura: Virginia Woolf, Dorothy Parker, Ana Cristina César, Colette, Clarice Lispector, Katherine Mansfield, Sylvia Plath, Zelda Fitzgerald e Júlia da Costa. Adriana Lunardi valeu-se de detalhes biográficos dessas mulheres, combinou-os com a sua ficção e, nos contos sobre Woolf, Parker, Colette, Mansfield e da Costa, intui e descreve os últimos dias e momentos de suas vidas.


No Penhorar Chines-de Rachel Jardim, livro comentado por mim, no penúltimo tópico, achei nas primeiras páginas, estas preciosas indicações de literatura feitas por mulheres!Já providenciei a aquisição dos livros acima indicados!




PENHOAR CHINES - A GENEALOGIA FEMININA


Amizades são as relações mais ricas de uma existência!

Na minha por exemplo elas sempre foram muito importantes, e tenho observado que suprem-me da necessária intimidade, que pelas contingências da vida, não tive com  meus entes mais queridos: minha mãe Lygia e irmãs: Kênia e Kelly, já falecida!

Desde muito cedo, com apenas quinze anos sai de São Paulo e vim morar em Belém do Pará!Longe de minha mãe e irmãs, tive entretanto, muito amor de minha avó e tias, pois era  a mais velha da terceira geração!Ana Maria, a tia mais nova, da minha idade, mamamos no mesmo peito da avó -mãe, Zenaide;  Fernanda a segunda mãe que me acolheu como tal, quando vim para Belém, suprindo-me das mais urgentes e femininas necessidades; Marília, a tia maluquinha, cheia das idéias e postura libertária; Marina a doce e serena tia, doceira de mão cheia e minha gerente na loja de moda feminina -Katusha-que abri na década de 80 e Maria Augusta a tia mais velha e a própria independência encarnada

No seio desta segunda  família em que as mulheres eram mais expressivas quantitativa e qualitativamente, passei minha adolescência, de onde só sai para me casar com apenas 18 anos!

A partir daí fui construindo meu círculo de relacionamentos, de muita amizade, com quem tive a oportunidade de estreitar meus laços: Fatima Barreiro (hoje  médica) e Fátima (jornalista) colegas e amigas do Colégio Santa Catarina;  Marlene e Ivone Abdelnor, irmãs,  e Lisieux, colegas e amigas do Colégio Santo Antônio; Marli Azevedo  e Carmem do Colégio Paes de Carvalho; Cleomarina, querida amiga, que me acompanha desde os cuidados com a primeira filha (Alessandra)  e Bazinha da Faculdade de Economia; Avelina Hesketh, minha querida cumadre, responsável pela minha decisão de parir a 4ª filha e colega da pós -graduação; Lucia Penedo minha amiga irmã da Associação de Mulheres de Negócios; Eliana Titan e Áurea Heliete amigas da CODEM; Carmem Pereira da Prodepa; Zenaide Marques, Rosa Campos, Carmem Andrade , amigas queridas de profissão e da vida; e ultimamente, um amoroso círculo de amizades da internet , nas quais se incluem a querida irmã -Gláucia Goés do Espírito Santo; Eliana (Malatri) de São Paulo; Desirée ( Curitiba)  e Rosa Helena- a Rosaestilosa, que me inspirou a escrever este texto!

Nos conhecemos a aproximadamente um ano, através do flickr e gostei dela assim de pronto! Mulher inteligente, sensível e amorosa, logo me cativou e com ela  tenho feito descobertas incríveis, que vão desde as técnicas de artesanato (patchwork), a literatura, ao bordado e a expectativa de uma aposentadoria, por tantos anos servindo a sociedade, que agora queremos servir a nós mesmas, naquilo que muito apreciamos: as artes!

Temos aprofundado em tão pouco tempo nossos interesses comuns ...e nossa leitura da vida... e como tem sido bom, passarmos os poucos minutos que passamos juntas, trocando estas impressões!

Através dela, li o livro Tenda Vermelha, que me fez compreender como na história da humanidade, as mulheres ocupam um lugar à sombra. Este papel até na Bíblia, livro que vai até o tempo mais antigo dos registros sistematizados do Homem, as mulheres ficam a sombra e então ficamos privados até hoje de sua sensibilidade na descrição dos acontecimentos! Numa narrativa envolvente, Anita Diamant resgata esse olhar feminino e dá vida as personagens bíblicas, recriando o ambiente em que viveram  seu cotidiano, suas provações e suas paixões. Dinah, filha de Jacó e Lia é a figura central da trama, que começa com a história das quatro esposas de Jacó a quem ela chama de "mães": Lia, Raquel, Zilah e Bilah. O amor delas e o legado que lhe transmitem servem de apoio durante a fase de trabalho duro da juventude, no ofício de parteira e na vida nova em uma terra estrangeira. À medida que cresce, Dinah observa tudo  o que se passa no deserto- as conquistas, a rivalidade entre os irmãos, a sensualidade intuída, a aspereza do relacionamento entre os homens, a complexidade dos sentimentos das mulheres, a construção de um povo descrita a partir da saga de um núcleo familiar. De expectadora , ela passa a protagonista,e são seus amores, medos, descobertas e perdas que vão sendo na narrados no cenário mais amplo de um mundo bíblico de caravanas, pastores, agricultores, príncipes , escravos e artesãos. O livro é muito, muito bom, não deixem de ler!

Ainda através dela conheci a Jacirema, a querida Jaci, psicóloga, psicoterapeuta e artista de mão cheia na arte de bordar, que virá a Belém, de 14 a 18 de março, para um whorshop denominando Bordando Memórias.Através de riscos de mandala, ela iniciará ou aperfeiçoará as interessadas em aprender a bordar, ao mesmo tempo que criará um espaço de silêncio interior,  para que através do bordado, a arte da vida de cada uma  seja registrada.


E agora por indicação da Jaci, me remete ao mundo do livro : O penhoar chinês, um dos de Rachel Jardim, que nos remete a uma história de filha, que através de um bordado de sua mãe, tece os contornos de uma trajetória crítica e reflexiva sobre os problemas, sociais , filosóficos e  existenciais, até os mais corriqueiros, pela ótica feminina.

O bordado na literatura feminina, que comentarei no próximo post , parece querer retomar o modelo feminino e demonstrar que a mulher possui muitos instrumentos, para a seu modo, transformar o mundo!



Obrigada querida Rosa, por tanta coisa boa, que em tão pouco tempo, conseguimos compartilhar!




segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

WORKSHOP BORDANDO MEMÓRIAS

Bordando Memórias


Queridas(os) amigas(os),

Começo o Ano aventurando-me por um caminho que me da muita alegria e satisfação: o artesanato... a arte de bordar...!

Em março, mais precisamente no período de 14 a 17 estou coordenando um whorkshop muito especial :“ BORDANDO MEMÓRIAS”, com a psicóloga e artesã Jaci Ferreira, que virá de São Paulo, exclusivamente para este evento, no qual iniciará as participantes que querem aprender a bordar e aperfeiçoará aquelas que gostariam de avançar em sua prática, nesta arte!

Este trabalho desenvolvido por Jaci em vários cantos do país, vem oportunamente, quando precisamos após as festas de final e início do ano, que se estendem até o carnaval, nos centrar para os desafios do ano que a pouco começou! De uma forma sensível e aberta as necessidades de cada aluna, Jaci coordena seus trabalhos, permitindo que o silêncio interior de cada uma de suas alunas, se faça presente e se reproduza numa corrente de memórias, em fios, formas e cores, que retratam a dimensão de cada história de vida!

Para ilustrar a trajetória da profissional Jaci e sua proposta de trabalho, vejam o vídeo e o folder anexos!



Como são pouquíssimas vagas -12 para iniciantes e 08 para avançado, solicitamos o preenchimento da ficha e pagamento da inscrição anexada, pois não faremos reserva de inscrições!

A ficha de inscrição e o depósito em conta, devem ser informados, para que asseguremos as pouquíssimas vagas disponíveis. Temos disponibilidade também de receber a ficha de inscrição e pagamento no local indicado pela participante!

Queridas (os), conto com vocês para replicarem este e-mail aos seus contatos, pois é uma oportunidade ímpar de auto-conhecimento e arte!


Beijos

Katia Esteves
91-9982-3040/3224-7726
katializ@amazon.com.br
katializ521@gmail.com




domingo, 5 de dezembro de 2010

Encontro Arteiras do Norte


Hoje reunimos as Arteiras do Norte parao nosso 5º Encontro Pai Dégua, e foi realmente muito pai dégua!

A começar pelo ambiente, decorado pela amiga Luna, a presença da Lana- Malatri e de todas as meninas do Grupo


MESA NATALINA E NOSSOS PETISCOS







sábado, 16 de outubro de 2010

Patchwork na Minha Vida

Hoje comecei o sábado pesquisando técnicas de patchwork, pois quero muito aprender a trabalhar com patch profissional!

Meu futuro como aposentada da carreira de economista, será trabalhar com este outro lado, mais lúdico, mais criativo, que é a área das artes, artes em tecido mais precisamente. Adoro fuxicos e resolvi me desafiar a trabalhar o patch profissional.


Assim hoje inicio buscsando informações básicas sobre as técnicas e irei grativamente compatilhando neste blog.


Patchwork



Introdução:



“Patchwork” é uma palavra inglesa que significa trabalho em retalhos. É uma arte muito antiga que consiste no corte de bocados de tecidos em formas geométricas, ligando-as depois para formar uma superfície de mosaico.

O trabalho mais antigo deste tipo foi encontrado na Índia e data de entre os séculos VI e IX.

Mais tarde, o patchwork estendeu-se a todos os países da bacia do Mediterrâneo, e através da Europa até a Inglaterra.

O patchwork era mais um passatempo do que uma necessidade. O seu objectivo estava muito ligado com a temperatura, já que o seu objectivo era proporcionar calor economicamente.

O patchwork renasceu através da vasta selecção de cores e tecidos existentes e o potencial de trabalho criativo é ilimitado.

Na América do Norte, o patchwork, era uma arte que fazia parte da vida doméstica e social desde que os colonos estabeleceram as suas casas na costa oriental da América. As condições de vida e os Invernos rigorosos foram factores importantes no desenvolvimento do patchwork, como meio de fornecer roupa quente de vestir e de cama.

Tradicionalmente, as raparigas aprendiam a coser com 3 anos de idade e deveriam fazer 12 colchas para o seu enchoval. A 13ª, era, claro, a mais especial – a do casamento. Porém a superstição não permitia que uma rapariga trabalhasse na sua colcha de casamento, de modo que as amigas da noiva contribuíam com as diversas partes, ligavam-nas e ofereciam a colcha já pronta, como prenda.

Assim, o patchwork, proporcionou às mulheres dos primeiros colonos americanos uma actividade a um tempo simples e tranquila, ou estimulante e complexa. Hoje, continua a ser uma forma de ocupar os tempos livres e de exercitar o talento artístico.

De todas as artes populares o patchwork é realmente único, pelo facto de não requerer grandes meios e de ter um efeito imediato. Fazem-se coisas maravilhosas e úteis de uma forma agradável.

Tecidos:


Os tecidos utilizados no patchwork não devem esticar nem desfiar com muita facilidade. A sua textura deve ser sensivelmente igual. O algodão puro é ideal para estes tipos de trabalhos.

Podem se usar vários tipos de tecidos, como por exemplo os veludos, as sedas, as malhas finas, mas estas últimas são muito difíceis de trabalhar. O essencial é evitar uma mistura de tecidos de diferentes texturas, pois um tecido pesado combinado com um leve pode fazer que este rasgue. É sempre uma boa ideia guardar os restos de tecidos de vestidos, cortinados, etc., deixando-os separados por cores em sacos de plástico.

Deve levar-se a passar a ferro todos os tecidos que se vão utilizar antes de começar o trabalho.

Evitar-se-á que o patchwork fique estragado, após a primeira lavagem, caso os tecidos encolham.


Cores e Padrões


A cor é um elemento essencial em patchwork e deve prestar-se-lhe toda atenção, antes de começar o trabalho.

É muito importante a sua gradação, isto é, a tonalidade mais escura ou mais clara que o tecido adquire quando é colocado junto de outro.

Uma maneira de combinar os tecidos é escolher cores contrastes (por exemplo: vermelho e amarelo, preto e creme, etc.), pois a mistura pode tornar-se cansativa.

Quando se procede à selecção e reunião dos tecidos, é essencial pensar no aspecto que terá o trabalho acabado e no ambiente em que irá enquadrar-se.

As possibilidades de dividir geometricamente uma superfície são ilimitadas e é este o aspecto mais interessante do patchwork!




Moldes:



Os moldes servem para cortar os retalhos. Há uma grande variedade de formas, das quais as mais vulgares são o hexágono e o losango.



Triângulo:

O triângulo é uma figura geométrica e três lados.

Em patchwork são dois tipos os tipos de triangulo mais vulgarmente usados:

- O primeiro obtém-se dividindo um quadrado pela diagonal, ou seja, o triângulo rectângulo;
- O segundo obtém-se dividindo um losango ao meio.


Quadrado:

O quadrado como molde de patchwork parece extraordinariamente simples. No entanto, se os quatro cantos não forem rigorosamente iguais, é a figura que mais imperfeições apresenta.



Hexágono:

Como primeira experiência em patchwork, o hexágono (figura de seis lados iguais) é de longe a mais simples. Seis hexágonos dispostos à volta de um outro formam uma roseta simples. E fazendo uma roseta, aprendem-se todas as técnicas básicas do patchwork.



Losango:

Podemos aqui considerar dois tipos de losango: o losango simples e o losango alongado.

- Losango simples: é feito a partir de um hexágono e forma uma estrela de 6 pontas.
- Losango alongado: é feito a partir de um octógono (figura geométrica de oito lados iguais) e forma de uma estrela de 8 pontas.


Pentágono:

Figura geométrica de 5 lados iguais – precisa de outras figuras para formar uma superfície uniforme. Doze pentágonos iguais formam automaticamente uma bola. Pode derivar-se um pentágono alongado de um losango, retirando-lhe um vértice. Seis destas figuras combinadas com um hexágono formam uma estrela muito original.


Conclusão:


São inúmeras as possibilidades de aplicação do patchwork, tudo dependendo da capacidade criativa de cada um e da finalidade que se tiver em vista.


Texto retirado http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/eductecnol/eductecnol_trab/patchwork.htm#vermais




sexta-feira, 1 de outubro de 2010

FESTIVAL DE MATRIOSKAS-MATRIOSKA VAI AO BANHO




Ano passado realizamos o Festival de Matrioskas Regional, que foi um sucesso!

Este ano, a administração do grupo Matrioskas do Brasil no flickr.com, foi atrás de um patrocinador para nosso Festival e conseguimos uma fábrica de lindas toalhas Santa Joana Textil, que aceitou fazer o patrocínio do evento!

Então vamos lá.

QUAL É O DESAFIO:
1. Criarmos lindas peças , criativas, práticas e duradouras, em um jogo de toalhas , com aplicações de matrioskas. O sub-tema sua criatividade é que vai indicar!

2. O trabalho deve ser feito em duas toalhas de banho e uma de rosto, que deverão ser postadas no tópico que indicaremos!

3. O prazo de criação e postagem vai até 30 de outubro de 2010.

4. Você não precisará enviar o trabalho. As peças poderão entrar no leilão virtual, e serão arrematadas pela melhor oferta. A artesã destinará um percentual de 15% a uma entidade de artesãs, que ainda será selecionada.

5. Até 15 de novembro, abriremos a votação pela internet, e serão escolhidos três trabalhos: Matrioska no Banho de Ouro, Matrioska no banho de Prata e Matrioska no banho de Bronze.

6. Até 15 de dezembro os prêmios serão expedidos para as ganhadoras pela Santa Joana Textil!

Os prêmios para cada uma das categorias serão:

MATRIOSKA DE OURO:
1 (UM) jogo de toalhas da Coleção "Ecológica" (composto de 2 toalhas de banho, 2 de rosto, 2 de lavabo -- primeiríssima classe, padrão exportação)

MATRIOSKA DE PRATA:
1 (UM) jogo de toalhas "Eu e Você " (composto de 2 toalhas de banho, 2 de rosto, 2 de lavabo - primeiríssima classe, padrão exportação)

MATRIOSKA DE BRONZE:
1 (UM) jogo da coleção Palmeiras do Brasil (composto de 2 toalhas de banho, 2 de rosto, 2 de lavabo na cor azul, cor da Santa Joana Têxtil -- > classe extra

HAVERÁ AINDA UM PREMIO EXTRA:
1 (UM) pen-drive da Santa Joana (é uma gracinha!!!!)

Vejam o site da Santa Joana Textil: www.santajoanatextil.com.br/
SANTA JOANA TEXTIL - PATROCÍNIO

Passem pelo tópico de inscrições e regras por favor, e façam as suas inscrições.

Grupo Matrioskas do Brasil - Festival Matrioska vai ao banho.


Matrioska vai ao banho - Inscrição

Espero a participação de todas vocês, amigas criativas. Bjks Katia Esteves