A ARTE DA VIDA

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Patchwork aquecendo minha vida

Quando acreditamos que já cumprimos uma grande parte dos compromissos que assumimos na vida, precisamos buscar lá no fundo do baú de nossa alma, um fiozinho de talento os quais não pudemos ao longo da vida exercitar e passarão a dar nova vida a nossa vida!

Descobri que o patchwork, técnica de costurar retalhos e criar obras primas, consegue dar este up grade em minhas novas expectativas de vida, pois é mais um desafio,que me proponha a realizar, pois não sei desenhar, não sei costurar, não falo inglês, habilidades necessárias  para quem quer aprender de fato. Mas sou teimosa e determinada e  vou superar todas as limitações, pois meu desejo é muito grande de brincar com o patchwork. Brincar sim, porque não quero mais nenhum compromisso aprisionante na vida, quero prazer e alegria no que faço!

E por isto estou em  Teresópolis-RJ, na casa de uma artesã do  flickr, chamada Ângela, pessoa muito especial que  conheci muito recentemente,e que já está me hospedando em seu aconchegante chalé no alto da serra e me disponibilizando todo o seu conhecimento, todo o seu talento na arte do patchwork, seus materiais e seu carinho e amizade!

Cheguei ontem, dia 03 de maio , vinda de Belém-PA ao Rio de Janeiro-RJ ,e do aeroporto mesmo, fui para a  rodoviária e cheguei em Teresópolis as 8:40, e já na rodoviária estava esta figura incrível me aguardando.

Da rodoviária mesmo, me levou a várias lojas de aviamentos e tecidos,em Teresópolis, cidade que ainda não conhecia e que já me brindou com tantas lojas e tantas tentações para compras, pois os preços dos aviamentos e tecidos são bem menores do que o de Belém e aqui encontrei vários itens que não temos lá!

Depois das compras básicas para o trabalho que vim aprender com ela, já quase ao meio-dia fomos para seu chalé,onde o Raul, marido de Ângela nos aguardava e daí passamos o dia todo em seu ateliê, envoltas em panos, linhas , fios, tesouras, compartilhando experiências, histórias e montando o estágio inicial de um painel, que será a releitura da casa de praia,onde daqui a poucos meses vou morar, na técncia que ainda anão descobri o nome, pois Ângela, diz que é apenas um mix de patchwork!

Este foi o seu trabalho,que encontrei na galeria da Verachitta no flickr.

                                                            Detalhe da obra premiada da Ângela


                                                        Obra premiada da Ângela Jermann

Esta paisagem,é uma releitura que a Angela  fez de uma fotografia da Ilha de Ouessant, no canal da Mancha, que virou uma obra de arte. Angela, foi ao Europa,e depois de sua volta, encontrou muitos anos depois,  uma foto no flickr, de um detalhe deste local,que lhe impressionou.

Este trabalho foi para o Festival de Quilt, que se realiza todo o ano em  Teresópolis e se chamado Terequilt Na 9ª edição, 2009 ela submeteu o trabalho e ganhou o primeiro lugar na Categoria: Iniciante e Painel.A técnica segundo Angela, que a aprendeu com a Rosa, lá pelos anos, é o luxo da reciclagem do patch, pois  além de utilizar várias técnicas, também utiliza todas as pequenas sobras de aviamentos diversos: rendas, fios de lã, fios trabalhados, aplicações entre outras e sobre o patch é aplicada uma fina camada de tulê, bem fino, que dá delicadeza e permite a junção dos diversos materiais.

Na busca de inspirações para o trabalho que iniciei, Ângela me disponibilizou todos os seus lindos trabalhos em patchwork, muitos a concluir,  pois como toda a boa quilteira, pelo menos cinco lindos trabalhos estão em fase de conclusão, que irei ao pouco postando, se ela me permitir!

Estou acordando na manhã de sexta-feira,dia 04/05 e criando este post para homenageá-la e se ela permitir vou postar a trajetória dela neste espaço!
                           







terça-feira, 3 de abril de 2012

Economia Verde e Sustentabilidade na Amazônia

Economia Verde e Sustentabilidade passaram a ser temas da atualidade que despertaram minha vontade de continuar a aprender!

Como economista, os campos de atuação em minha vida foram bastante diversificados, trabalhei e trabalho com planejamento estratégico e orçamento na área publica por mais de trinta anos; como consultora organizacional, utilizei  meus conhecimentos da área econômica, para ampliar minha visão sistêmica das organizações e vê-las  como organismos vivos e  únicos, que tem uma missão, uma visão e com seu negócio, oferecem a sociedade produtos e serviços que vem atender necessidades específicas do segmento de mercado escolhido por elas.Além disto sou líder sindical dos economista, exercendo ha mais de tres anos a presidência do Sindicato dos Economistas do Estado do Pará  e a dois anos a Diretoria da Região Norte da Federação Nacional dos Economistas.Minha ligação portanto com a economia é profunda e por ela troquei uma carreira na medicina, muito desejada na infância e adolescência. Porisso e com ela acho que aprendi a cuidar um pouco do corpo social ao invés do corpo humano.

Assim fui procurar estudar um pouco sobre o verdadeiro sentido da Economia Verde, que em contraposição a Economia Marrom, vem se preocupar com este corpo social, para que as futuras gerações possam usufruir da qualidade de vida, que alguns de nós  conseguiu ou mesmo consegue obter na atualidade. As projeções dos estudiosos exigem que tomemos medidas atuais, para não contaminar mais o planeta: nossa terra, nosso, solo, nossas florestas , nossas águas, nossa dignidade social!

Para os leigos nos conceitos econômicos, a economia verde parte do pressupostos de que as atividades produtivas precisam ser exercidas, reduzindo o impacto ambiental na utilização de seus insumos.Crescer economicamente deve significar simultaneamente reduzir  o desperdício com os recursos naturais não renováveis e assim promover o desenvolvimento sustentável, que se baseia na  eficiência econômica (melhor utilização dos recursos) com justiça social (eficácia dos resultados)e prudência ecológica (efetividade).


Assim como o tema passou a ser apaixonante, e como percebi que os economistas precisam se atualizar e serem um dos principais indutores, de práticas  sustentáveis na atividade produtiva, seja quando  desenham projetos econômicos, desenvolvem programas econômicos para os governos e prestam consultoria a grandes e pequenas empresas, entre outras atividades, desenvolvi um projeto para a realização de um Whorshop : Economia Verde e Sustentabilidade na Amazônia, assessoradas  por especialistas na área: as economistas Maria Amélia Enriquez e Larissa Chermont e pela atuação determinada e consequente  da deputada Simone Morgado que comprou meu projeto e o transformou em uma Sessão Especial na Assembléia Legislativa do estado do Pará.

Neste whorshop, como podem ver no cartaz a seguir, estão os maiores especialistas no tema no Pará, e que nos propiciarão no dia 19 de abril de 2012, oportunidade única de reunirmos informações, conceitos e práticas e assim podermos formular  algum tipo de reflexão que poderá  ser levada a Rio+20, a realizar-se em junho no Rio de Janeiro.

O Whorkshop acontecerá na Assembléia Legislativa do estado do Pará, auditório João Batista., de 8:00 as 12:00 e 14:00 ás 17:00







Quero deixar aqui algumas anotações que podem ajudar quem quiser se aprofundar o tema:


A Contribuição do Clube de Roma: a Tese dos Limites do Crescimento


No ano de 1972 Dennis L. Meadows e um grupo de pesquisadores publicaram o estudo Limites do crescimento . No mesmo ano aconteceu a conferência de Estocolmo sobre ambiente humano. Nem a publicação do Clube de Roma, nem a conferência de Estocolmo caíram do céu. Elas foram a conseqüência de debates sobre os riscos da degradação do meio ambiente que, de forma esparsa,  começaram nos anos 60, e ganharam no final dessa década e no início dos anos  70 uma certa densidade, que possibilitou a primeira grande discussão  internacional culminando na Conferência de Estocolmo em 1972. O estudo do
Clube de Roma reconhece a importância dos trabalhos anteriores e escreve: As  conclusões que seguem emergiram do trabalho que empreendemos até agora. Não somos, de forma alguma, o primeiro grupo a formulá-las. Nestes últimos  decênios, pessoas que olharam para o mundo com uma perspectiva global e a
longo prazo, chegaram a conclusões semelhantes (Meadows, 1972:19).As teses   e conclusões básicas do grupo de pesquisadores coordenado por Dennis  Meadows (1972:20) são:

1. Se as atuais tendências de crescimento da população mundial industrialização, poluição, produção de alimentos e diminuição de recursos naturais continuarem imutáveis, os limites de crescimento neste planeta serão alcançados algum dia dentro dos próximos cem anos. O resultado mais provável será um declínio súbito e incontrolável, tanto da população quanto da capacidade industrial.

2. É possível modificar estas tendências de crescimento e formar uma condição de estabilidade ecológica e econômica que se possa manter até um futuro remoto. O estado de equilíbrio global poderá ser planejado de tal modo que as necessidades materiais básicas de cada pessoa na Terra sejam satisfeitas, e que
cada pessoa tenha igual oportunidade de realizar seu potencial humano individual.

3. Se a população do mundo decidir empenhar-se em obter este segundo resultado, em vez de lutar pelo primeiro, quanto mais cedo ela começar a trabalhar para alcançá-lo, maiores serão suas possibilidades de êxito. Para alcançar a estabilidade econômica e ecológica, Meadows et al. propõem o congelamento do crescimento da população global e do capital industrial; mostram a realidade dos recursos limitados e rediscutem a velha tese de Malthus do perigo do crescimento desenfreado da população mundial. A tese do
crescimento zero, necessário, significava um ataque direto à filosofia do crescimento contínuo da sociedade industrial e uma crítica indireta a todas as teorias do desenvolvimento industrial que se basearam nela. As respostas críticas às teses de Meadows et al. surgiram conseqüentemente entre os teóricos que se
identificaram com as teorias do crescimento. O prêmio Nobel em Economia,Solow, criticou com veemência os prognósticos catastróficos do Clube de Roma (Solow, 1973 e 1974). Também intelectuais dos países do sul manifestaram-se de forma crítica. Assim Mahbub ul Haq (1976) levantou a tese de que as sociedades
ocidentais, depois de um século de crescimento industrial acelerado, fecharam este caminho de desenvolvimento para os países pobres, justificando essa prática com uma retórica ecologista. Essa foi uma argumentação freqüentemente formulada na UNCED no Rio, em 1992, mostrando a continuidade de divergências e desentendimentos no discurso global sobre a questão ambiental e o
desequilíbrio sócio-econômico.



Rumo a uma Nova Teoria do Desenvolvimento?
O conceito de desenvolvimento sustentável tem uma conotação extremamente positiva. Tanto o Banco Mundial, quanto a UNESCO e outras entidades internacionais adotaram-no para marcar uma nova filosofia do desenvolvimento que combina eficiência econômica com justiça social e prudência ecológica. Esse
tripé virou fórmula mágica, que não falta em nenhuma solicitação de verbas para projetos da natureza mais variada no campo eco-sócio-econômico dos países e regiões do nosso velho Terceiro Mundo

. O conceito desenvolvimento sustentável sinaliza uma alternativa às teorias e aos modelos tradicionais do
desenvolvimento, desgastadas numa série infinita de frustrações. E não eram poucas as teorias que queriam esclarecer as causas do subdesenvolvimento. Lembramo-nos rapidamente:
a) da teoria do subconsumo (Luxemburgo);
b) da teoria do exército industrial de reserva (Sternberg);
c) da teoria dos monopólios mundiais (Lênin); das contribuições subseqüentes de Baran, Bettelheim, Amin,
Palloix, Sweezy;
d) da teoria da dependência representada de um lado por Sunkel, Furtado, Jaguaribe etc. e, por outro, por Frank, dos Santos, Córdova, Cardoso, Ianni etc.; lembremo-nos que nesse contexto desenvolveu-se a
discussão da teoria do capitalismo periférico (Senghaas) e da heterogeneidade estrutural . Não vamos ignorar também:
 e) a teoria da causação circularcumulativa (Myrdal);
 f)a teoria da modernização, respectivamente, do desenvolvimentismo (Hirschman, Prebish, Knakal, Pinto ; g) a teoria do câmbio desigual (Amin, Emmanuel, Mandel etc.) e, finalmente,
 h) a teoria do mercado mundial capitalista (Bosch, Schöller).
O julgamento sobre uma teoria do desenvolvimento depende essencialmente das expectativas com que ligamos teorias e sua aplicação empírica. Isto é o ponto de partida que já pode separar os ânimos. Nós esperamos e isso separa-nos de forma clara do pessimismo macroteórico, que se confronta da mesma maneira com a crítica de ser modista como as tentativas recentes de uma reformulação de
uma teoria do desenvolvimento global, apesar da perda de plausibilidade das grandes teorias sociais, o seguinte: uma teoria do desenvolvimento tem que:
 a) contribuir para a interpretação sistemática do desenvolvimento social;
 b) tem que demonstrar seu valor heurístico nos estudos de casos;
c) deve na base da sua coerência interna servir para orientar a ação social com sentido numa situação
que seria menos transparente sem a existência dessa teoria.

Nas circunstâncias atuais, marcadas pela tentativa secular e pelo fracasso da industrialização não-capitalista, o desdobramento de uma polêmica apontando deficiências parece mais fácil do que a reconstrução de alternativas teóricas e práticas do desenvolvimento. Governos e candidatos ao governo abraçam ainda
com a coragem dos desorientados a idéia da modernização, sem perceber que o modelo da industrialização tardia é capaz de modernizar alguns centros ou setores da economia, mas incapaz de oferecer um modelo de desenvolvimento equilibrado da sociedade inteira. A modernização, não acompanhada da
intervenção do Estado racional e das correções partindo da sociedade civil, desestrutura a composição social, a economia territorial, e seu contexto ecológico. Por isso, necessitamos de uma perspectiva multidimensional, que envolva  economia, ecologia e política ao mesmo tempo. Isso, no fundo, é o ponto de
partida da teoria do desenvolvimento sustentável. Apesar da sua estrutura ainda inacabada, aponta este conceito na direção certa. Quem não quiser se perder no caminho, precisa mais do que boa vontade, ou financiamento externo: precisa de ciência.

Para quem quiser ler o texto integral
http://xa.yimg.com/kq/groups/19711007/678619687/name/livro_desenvolvimento_natureza.pdf#page=92







domingo, 18 de março de 2012

Quando somos maiores do que fazemos, nada pode nos desequilibrar

Declaro-me VIVA!


http://www.youtube.com/watch?v=SG093Fnx00M&feature=player_embedded#!

Vi o vídeo e a poesia no blog da Arteira Craft, sobre a arte de viver de um índio chamado Chamalú, cuja sabedoria me fez arrepiar!

Tenho estado muito tempo, me preocupando com o que dizem de mim, e agora começo a me blindar com um escudo contra mim mesma, que criei que se chama Escudo do Amor! Quando qualquer comentário de qualquer pessoa me preocupar mostrarei à minha preocupação o Escudo do Amor, que será minha forma de reagir contra minha frágeis necessidades de ser aceita por todos!Como isto é ilusório e consome a vida da gente! Porisso declaro-me maior do que aquilo que faço e perdoo-me por tanto tempo perdido querendo ser legal para todos e nunca conseguindo!

Fiz recentemente sessenta anos, e espero daqui para frente em lugar de preocupações, simplesmente VIVER a VIDA, que esta dentro de mim e ao meu redor!


 Declaro-me Vivo!
Chamalú (Índio Quéchua)

Saboreio cada momento. 
Antigamente me preocupava quando os outros falavam mal de mim. Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava.
Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário! Desse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.

A árvore anciã me ensinou que somos todos iguais. 


Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.

Perdoem-me, se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação dos índios, que tem embutida a inocência.


É possível que tenhamos que ser apenas humanos. Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos de novo o risco de estarmos caminhando de costas para a luz. Por esta razão é muito importante que apenas o Amor inspire as nossas ações.
Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras; 
não sou um sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.

A melhor forma de despertar é deixando de questionar se nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado. A chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos correr para algum lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.


Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada pode nos desequilibrar. Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido. 
É possível que sejamos apenas água fluindo; o caminho terá que ser feito por nós.


Porém, não permitas que o leito escravize o rio, ou então, em vez de um caminho, terás um cárcere. 
Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez. 
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.


As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de felicidade lhes parece estranha. 
As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda, e o amor lhes inspira desconfiança. 
A vida é um cântico à beleza, uma chamada à transparência.
Peço-lhes perdão, mas…. DECLARO-ME VIVO!




sábado, 25 de fevereiro de 2012

A PASCOA QUE SE AVIZINHA



Ostara


Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.





Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.

A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera.

Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos.

Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.



Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.

A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.


A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.

A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março.

A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.





A data da Páscoa segundo o calendário Gregoriano, nos próximos 9 anos, será em:
  • 8 de Abril de 2012
  • 31 de Março de 2013
  • 20 de Abril de 2014
  • 5 de Abril de 2015
  • 27 de Março de 2016
  • 16 de Abril de 2017
  • 1 de Abril de 2018
  • 21 de Abril de 2019
  • 12 de Abril de 2020






Encerrando um ciclo








“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”
(Autor: Paulo Coelho já admitiu no prefácio de um dos seus livros que não é ele)
Controvérsias na autoria deste texto Sonia Hurtado (jornalista colombiana ou Paulo Coelho?  

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”
(Fernando Pessoa)



                                      Foto:http://nubiarodrigues.wordpress.com/

                                 O CICLO QUE SE ENCERRA E O COMEÇA A SE DELINEAR

             SINTO QUE UM CICLO COMEÇA A SE ENCERRAR EM MINHA VIDA!
                               O QUE VIRÁ?
             MAIS COMPREENSÃO POR MIM!
                               MAIS AMOR POR MIM!
             MAIS CUIDADO COM MINHA SAÚDE?
                               MAIS TEMPO PARA RIR E BRINCAR!
             MAIS TEMPO PARA CONVERSAR COM OS AMIGOS!
                               MAIS TEMPO PARA BORDAR!
             MAIS TEMPO PARA A FAMÍLIA!
                               MAIS TEMPO PARA LER!
            MAIS TEMPO PARA VIAJAR! 
                               MAIS TEMPO PARA O ÓCIO!
             NOVO SENTIDO DE VIDA





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Minha Colcha 60 Primaveras



Tenho aprendido muitas coisas no flickr!

Além de conhecer pessoas lindas e amorosas, que são minhas amigas do peito, tenho recebido solidariedade de muitas amigas para os projetos que lanço no flickr e também muitas oportunidades de aprender a fazer coisas novas e inspiradoras  do mundo das artes e do artesanato!

Mas o que quero mesmo contar, é de minha alegria de ter conseguido montar minha colcha , que denominei Colcha 60 Primaveras!

Este desejo surgiu através da postagem da Sônia, que generosamente me cedeu os riscos da Colcha Flowerbed e me inspirou a pedir a ajuda de amigas flickeiras que se dispusessem a   bordá-la comigo!


Algumas fizeram isto profissionalmente, cobraram por seus serviços, mais do que justo, outras se dispuseram a fazer isto apenas por generosidade, mas para mim tem o mesmo significado e importância. Deixaram suas marcas em minha vida!


E hoje posso trazer a beleza, deste projeto, que também foi um desafio para mim, tanto para bordá-la, como para montá-la,  pois não sou uma boa costureira, apenas quebro um galho!

E tem mais , esta colcha será um símbolo de tudo o quero na vida : trabalhar com prazer, não mais pela sobrevivência, mas pela alegria de realizar, pois no próximo dia 14 de março estarei completando 60 anos, e posso me aposentar!Trabalhei 35 anos, arduamente, dia após dia, sem trégua e agora sinto que poderei relaxar, pois ainda que não pense em parar de trabalhar, será apenas em atividades que me darão prazer, alegria e possibilidade de me entregar as coisas simples da vida, como minha família, meus amigos e meus hobbies.


Porisso ela , a Colcha 60 Primaveras, é tão importante!

E  assim foi o processo de confeccioná-la:

1-Iniciei com um projeto de quais riscos e que disposição gostaria de meus blocos!
2-Depois defini as cores básicas: rosa e vinho, para combinar com um  tecido lindo, de fundo preto com flores, em várias graduações do rosa  e comprei os vários tecidos para as composições. Desde esta fase fui ajudada, pela Hildinha e Angelina, que me acompanharam em Brasília, na loja Americano para comprar os tecidos para os blocos e as saias da colcha!
3-Fiz a composição de cada bloco, e enviei os que seriam bordados para as amigas, que se dispuseram a me ajudar e administrei com elas, o tempo de entrega, que seria até o final e janeiro de 2012.
4- Como os últimos blocos  chegarem na segunda-feira  de carnaval , passei a terça -feira de carnaval bordando o que peguei de volta com uma amiga, que não pode sequer começa-lo e finalmente unindo na máquina os blocos e fazendo as saias do entorno da colcha!


E esta é a obra -prima coletiva!


Dela participaram:


                                                                         Rosa Estilosa: 
                                                                        Selma Beherns
                                                                  Bordados da Ana
                                                                                Léa Diva
                                                                  Sônia Bianco

                                                                      Verachitta

                                                                       Inger


                                                                         Katia Esteves


Juntos tais blocos formaram o  mosaico lindo, que a foto não consegue descrever!

Muito obrigada amigas!
Beijos

Katia Esteves




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

BORDADOS E PATCHWORK

Estou envolvida na confecção de uma colcha de patchwork e bordados  para comemorar meus  60 anos no  próximo 14 de março de 2012.


Para  isto fiz um convite para as amigas do flickr, as bordadeiras, que pudessem me ajudar bordando alguns blocos e para isto estou estudando tamanho, cores e padrões de tecido.


O tamanho estou apanhando um pouco para fazer os cálculos, que se adequem ao modelo que escolhi de patch e o tamanho de minha cama. Já fiz vários  gráficos e estou aprendendo, vamos ver como ficará no final. estou agora tentando montar  a quantidade de tecidos e os padrões e porissoo resolvi registrar aqui os passos que estou enfrentando para começar a me arvorar pelo mundo do patch.


Senti necessidade neste momento de aprender sobre combinação de cores e fui ao santo google e gostei muito das orientações que encontrei da  Artes da Silvana, que transcrevo para cá!


Combinação de cores

Uma das coisas que mais chama a atenção num trabalho de patchwork é a combinação de cores. Mas como saber se as cores que eu escolhi para a minha colcha de patch estão se completando de maneira harmoniosa? Que cor combina com azul? O que são cores neutras?



1- A primeira dica é organizar os tecidos por cores:
Azuis e violetas,
Amarelos,
Verdes,
Vermelhos, rosas e alaranjados e
Marrons e neutros.

2- Depois de organizar por cores, o próximo passo é a combinação dos tecidos. Acho que a combinação mais fácil de se fazer é a de cores iguais, mas intensidades diferentes. Nesse caso é só escolher uma cor de sua preferência e combinar com intensidades diferentes. Por exemplo o azul escuro, azul claro e o azul médio. É a chamada combinação tom sobre tom.

3- A dica seguinte é a que ensina a combinação com as cores vizinhas. Mas o que seriam cores vizinhas? Essa é fácil responder. Quando se trata de combinação de cores é importante ter na cabeça as cores do arco íris na ordem que aparecem: vermelho, rosa, laranja, amarelo, verde, azul e voleta. Então as cores que estão do lado uma da outra são as vizinhas. Os azuis combinam com os violetas e verdes. Os tons amarelados com os alaranjados e verdes.

4-Outra forma de combinar as cores é utilizar cores opostas. Mas como saber o que é uma cor opostas? Para entender o que é isso é preciso conhecer um círculo cromático:


 As cores opostas são também chamadas de cores complementares e estão em posições opostas no círculo cromático. Essas cores juntas formam combinações contrastantes e inspiram maior alegria. A cor oposta ao amarelo é o violeta. A cor oposta ao vermelho é o verde, e assim por diante.




5-Por fim é a vez das cores neutras: branco, preto, marrom e cinza. Normalmente essas cores são utilizadas para destacar outra cor. Os neutros combinam com todas as cores e oferecem uma grande variedade de tonalidades.



Lembrando que essas dicas são para quem está começando. É claro que tem muito mais coisas sobre cores para entender, mas acredito que as informações que dei vão ajudar especialmente a quem está começando.
Por enquanto é só.

Obrigada Silvana pelas dicas , que aqui reproduzi para poder encontrá-las com mais facilidade para o meu trabalho!




quarta-feira, 26 de outubro de 2011

STUMPWORK -Uma tecnica de bordado

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" Cora Coralina

Em minhas pesquisas de bordado, o que tenho me dedicado ultimamente, estou gradativamente  aprendendo sobre técnicas, pontos e até quem  se dedica a elas no Brasil.

Tenho no flickr uma amiga, chamada Vera, que tem uma bela galeria de fotos, com muitas técnicas de bordados, como a redwork e descobri agora que na verdade a principal técnica, que ela sempre está apresentado maravilhosas criações, que nos encantam , é na stumpwork.

Pelo que percebo é a técnica de bordar , que dá realce as flores,dando relevo a elas. E aí fui ao google, pesquisar e me encantei.

Vou trazer alguns vínculos de quem já está a algum tempo envolvida com a técnica , para aprender   e compartilhar, pois o que vi me seduziu.

FLORES NO JARDIM 
Escola de Bordado Lee Albrecht Designs em Campinas-Uma linda proposta para integrar as bordadeiras do mundo, destacando o bordado como arte no Brasil- Vale a pena visitar.
Escola de Bordado Lee Albrecht Designs
Rua Dr. Emilio Ribas, nº 659 Cambui
13.025-141 - Campinas - SP
Brasil
telefone 019-3255.4838
e-mail:leealbrecht@terra.com.br 






                                                            PONTO CASEADO- lindo, lindo ...




                                               PONTO MATIZ- Um dia chego lá... e isto é técnica de grande domínio
                                                                             da querida  Antônia Diniz, a mãe da família de  
                                                                             bordadeiros que muito admiro -os Dumont.





                                                         PONTO-NÓ FRANCES-Uma delicadeza



                                                       Trabalho da Professora Ligia Fossá-Ministrando aula de stumpwork na
                                                       Escola de Bordados Lee Albretch  de Campinas



STUMPWORK- He art Lavender  por: Marion Beard (Megy)


O trabalho contemporâneo de ‘Stump’ deriva-se da técnica do século XVII de criar cenas e imagens tridimensionais no  bordado, principalmente no trabalho de agulha e seus enlaces.



INSTRUÇÕES DE STUMPWORK-
Stumpwork foi primeiramente conhecido como bordado criada na Inglaterra no século 16. Eles se desvaneceu em popularidade por um longo tempo e quando ela foi revivida no século 19 tornou-se conhecido como stumpwork. Refere-se a diversas técnicas usadas para criar um efeito de relevo ou dimensional para o bordado. Às vezes, as partes são preenchidos com a costura. Outras partes vezes são criados separadamente e em anexo. 






STUMPWORK-vídeo

Maria  Cecília Mora disponibiliza um interessante vídeo sobre a técnica de stumwork






                                         http://mariaceciliamora.multiply.com/video/item/44/Stumpwork


STUMPWORK- Wikipedia

Stumpwork é um estilo de bordado , onde as figuras costuradas são levantadas a partir da superfície do trabalho para formar um efeito 3-dimensional.
Pontos podem ser trabalhados em torno de pedaços de arame para criar formas individuais, tais como folhas, asas de inseto ou pétalas de flores. Este formulário é então aplicado ao corpo principal do trabalho, perfurando o tecido de fundo com os fios e garantir firmemente. Outras formas podem ser criados usando enchimento sob os pontos, normalmente na forma de camadas de feltro costurada uns sobre os outros em tamanhos cada vez menores. O sentido é então coberto com uma camada de pontos de bordado.
A subcategoria moderna desta forma de arte usado principalmente na produção do bordado em máquinas de bordar automatizada é referido como bordados sopro . O processo envolve a colocação para baixo, tipicamente, uma camada de espuma de borracha maior do que a forma pretendida em cima do material do alvo a ser decorado. A forma é, então, bordado na parte superior da espuma de borracha de tal forma que a agulha penetrações cortar a espuma de borracha em torno da periferia da forma. Quando o bordado é terminar o excesso de espuma de borracha é capinado( puxado para fora ou limpos off) da área de design, deixando a forma de espuma de borracha subjacentes presas sob os pontos de bordado, resultando em um efeito stumpwork.
Puff bordados em geral não tem as características de desenho intrincado obtidas com técnicas stumpwork verdade e é principalmente visto em lazer desgaste, tais como bonés, camisolas e casacos. Muitas vezes os projetos são usados ​​para retratar logotipos de empresas ou mascotes da equipe.


                                                      DETALHES STUMPWORK -  Verachitta  -Folha recortada em feltro com
                                                       bordado sobreposta ao conjunto da obra /arte